11 maio 2010

Cineclube cine como le gusta apoia o Projeto Cinéfilus

Projeto Cinéfilus: a sétima arte como recurso pedagógico.

Uma boa iniciativa sobre cinema e debates entra em cena e merece o nosso apoio e participação.

Ampliar as possibilidades de aproveitamento do cinema enquanto recurso pedagógico, buscando a formação de público e estimular o pensamento acadêmico científico sobre cinema é o objetivo do projeto Cinéfilus, que o Centro de Ciências da Comunicação lança esta semana. O projeto é divido em duas atividades: "Pensar Cinema" e "Sessão de Arte".
Segundo a coordenadora do projeto, professora Ivana Almeida da Silva, "o cinema compreende não apenas uma técnica ou uma indústria, mas uma forma de arte e comunicação, refletindo em suas obras o retrato da sociedade na qual está inserido".
Pensar Cinema é um encontro mensal, que se realiza na Sala Florense (Bloco M), onde serão apresentadas cenas de filmes e convidados conduzirão os debates enfocando as temáticas relacionadas às obras. A primeira apresentação será feita nesta quinta-feira, dia 13 de maio, às 19 horas, e abordará o filme "Blade Runner - o caçador de andróides", do diretor Ridley Scott. Participam dos debates as professoras Ana Mery Sehbe de Carli e Ivana Almeida da Silva, que falarão sobre o corpo no cinema e o imaginário na pós-modernidade, respectivamente. A entrada é franca.
Sessão de Arte é uma atividade que vai mostrar, semanalmente, no UCS Cinema, filmes de conteúdo original e mensagem diferenciada. A primeira sessão será na sexta-feira, dia 14 de maio, às 20 horas, com o filme "Sonhos", de Akira Kurosawa. A entrada custa R$ 3,00.
Ambas as atividades são abertas à comunidade em geral e não é necessário fazer inscrição. "A universidade, enquanto espaço para a construção de saberes diferenciados, para a crítica e para a ampliação dos olhares da comunidade, necessita adaptar sua estrutura para esta realidade. O cinema pode e deve, aqui, tornar-se um veículo não apenas de entretenimento, mas também de reflexão e diversidade", completa a coordenadora do Projeto Cinéfilus.

09 maio 2010

Acervo da Vera Cruz disponível na web

Canal ELO CINEMA (www.elocinema.com.br) dá acesso gratuito e democrático a 13 longas de ficção e 5 documentários produzidos pelo histórico estúdio.

A ELO COMPANY - empresa pioneira em mídias digitais e distribuição de conteúdo audiovisual - está disponibilizando na internet, sem custo algum aos seus usuários e com grande qualidade de som e imagem, o importante e histórico acervo da Companhia Cinematográfica Vera Cruz.

“A disponibilização de um acervo desta qualidade, gratuitamente para os internautas, presta um serviço fundamental não apenas ao cinéfilo, como também a todos que se interessam pela história e pela cultura do Brasil. A internet preenche assim uma lacuna enorme que nem o cinema nem o DVD conseguem suprir. Queremos ajudar a acabar com a ideia de que o Brasil é um país sem memória”, afirma Sabrina Nudeliman, sócia e co-fundadora da ELO COMPANY.

Num primeiro momento, o internauta tem acesso a 13 longas de ficção e 5 documentários produzidos pela histórica Companhia de São Bernardo.

Os longas são:

Sai da Frente (1952), de Abílio Pereira de Almeida.

Estreia de Mazzaropi no cinema, mostrando as divertidas aventuras de um motorista de carreto pela cidade de São Paulo.

Nadando em Dinheiro (1952), de Abílio Pereira de Almeida.

Comédia onde Mazzaropi interpreta um motorista de caminhão que herda uma grande fortuna mas, depois de ridicularizado pela elite e abandonado pela família, acorda feliz com sua condição humilde de suburbano.

Sinhá Moça (1953), de Tom Payne.

Estrelado por Eliane Lage e Anselmo Duarte, o filme fala da bela Sinhá Moça, filha de um fazendeiro dono de vários escravos, que se rebela contra seu pai na luta a favor dos escravos.

Candinho (1953), de Abílio Pereira de Almeida.

A comédia mostra a história de Candinho (Mazzaropi), caipira que deixa o campo e viaja até São Paulo, tentar achar sua mãe.

Família Lero Lero (1953), de Alberto Pieralisi.

Com Walter D'Avila e Marina Freire, narra as confusões de um servidor público atormentado pelos infinitos desejos de sua família, onde ninguém trabalha.

O Sobrado (1956), de Walter George Durst.

Baseado em “O Tempo e o Vento”, de Érico Veríssimo, o filme mostra dois caudilhos, cercados em um sobrado, sem água e sem munições, que precisam resistir às provocações com decisão e coragem.

O Gato de Madame (1956), de Agostinho Martins Pereira.

Arlindo (Mazzaropi) ajuda sua esposa na entrega de roupas limpas para mulheres ricas. E acaba se envolvendo com a alta sociedade paulista, numa comédia hilariante.

Osso, Amor e Papagaio (1956), de Carlos Alberto de Souza Barros.

Os habitantes de Acanguera possuem o hábito de empinar pipa toda tarde. O chefe de polícia, um homem gordo e baixo, que é casado com uma bela mulher também faz isso. Toda tarde, no mesmo horário, ele vai ao campo, onde adultos e crianças estão empinando pipas. Esta é a hora que o único soldado de Acanguera, "visita" a esposa do chefe de polícia.

Paixão de Gaúcho (1957), de Walter G. Durst.


Na guerra entre Legalistas e Farroupilhas, o bravo gaúcho Chileno precisa provar a sua coragem para poder se casar com sua amada Catita.

Noite Vazia (1964), de Walther Hugo Khouri.

Com Norma Benguell e Odete Lara, o drama mostra dois amigos que contratam duas prostitutas. Mas o que era para ser uma noite de prazer acaba se transformando num conflito de angústias e ressentimentos.

Grande Sertão: Veredas (1965), de Geraldo e Renato dos Santos Pereira.

Estrelado por Tony Ramos, Bruna Lombardi e Tarcísio Meira, o filme é a adaptação cinematográfica do clássico de Guimarães Rosa.

O Corpo Ardente (1966), de
Walther Hugo Khouri

Com Bárbara Lage e Mário Benvenutti. Drama sobre uma mulher em luta contra os seus sentimentos mais profundos.

As Amorosas (1967), de Walther Hugo Khouri.

Com Paulo José e Stênio Garcia, o filme conta a história de um jovem cercado por amigos e por mulheres, mas que não consegue evitar sua auto-destruição.

No canal
ELO CINEMA (www.elocinema.com) ainda é possível assistir a cinco documentários também produzidos pela Vera Cruz:

  • Marcelo Grassman - 25 anos de Gravura, de Silvio de Campos Silva.

  • São Paulo em Festa, de Luciano Salce, sobre celebração dos 400 anos de aniversário da cidade de São Paulo.

  • Obras Novas - A Evolução de uma Indústria, de Lima Barreto, sobre o processo de construção dos estúdios Vera Cruz.

  • Painel , também de Lima Barreto, registrando a execução do painel Tiradentesde Candido Portinari.

  • Santuário, do mesmo diretor, enfocando as esculturas dos 12 profetas, feitas por Aleijadinho, em Congonhas do Campo, Minas Gerais.

A VERA CRUZ

Fundada em 1949 pelo industrial Francisco Matarazzo e pelo produtor italiano Franco Zampari, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz foi um dos mais importantes estúdios cinematográficos da história do cinema brasileiro. Em pouco tempo produziu e co-produziu mais de 40 longas e documentários, marcando época na produção brasileira. Com o lema: "Produção Brasileira de Padrão Internacional", é considerado o primeiro estúdio em moldes profissionais do país.
Seu acervo de filmes somente está disponível graças aos esforços da família Khouri e da Cinemateca Brasileira que tem trabalhado a preservação das obras desde os anos 80.


06 maio 2010

Filme "A Fita Branca" no Ordovás


Segue até este final de semana no Ordovás o filme "A Fita Branca", de Michael Haneke que conta a história de um vilarejo protestante no norte da Alemanha, em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial. A história de crianças e adolescentes de um coral dirigido pelo professor primário do vilarejo e suas famílias: o barão, o reitor, o pastor, o médico, a parteira, os camponeses. Estranhos acidentes começam a acontecer e tomam aos poucos o caráter de um ritual punitivo. O que se esconde por trás desses acontecimentos?

Um filme belíssimo todo em preto e branco que já foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Agora na nossa cidade. Imperdível.

A Fita Branca
titulo original: (Das Weisse Band - Eine Deutsche Kindergeschichte)
lançamento: 2009 (Áustria) (França) (Alemanha) (Itália)
direção: Michael Haneke
atores: Susanne Lothar , Ulrich Tukur , Burghart Klaubner , Josef Bierbichler , Marisa Growaldt duração: 144 min
gênero: Drama


Dias 06, 07, 08 e 09 de maio - quinta a domingo, 20h

Ingressos por R$ 5 e R$ 2 (meia-entrada)
Centro de Cultura Ordovás

Sala de Cinema Ulysses Geremia

Rua Luiz Antunes, 312 - Bairro PanazzoloFones: 3901-1316 e 3901-1317

21 abril 2010

Cineclube cine como le gusta + ManiFestaSol apresentam o filme “Magical Mystery Tour”


Magical Mystery Tour (Inglaterra, 1967) é o terceiro filme tendo os Beatles como protagonistas. Produzido e dirigido por eles, foi especialmente feito para ser exibido na televisão, no canal da BBC. Na época um total fracasso, mas hoje é reconhecido como um dos precursores de um tipo de filme de comédia non-sense, cujos principais realizadores são os Monty Python.

A história gira em torno de Ringo Starr e sua tia Jessie, que adquirem bilhetes para um passeio (tour) em um ônibus, sem um roteiro conhecido pelos passageiros, mas considerado mágico e misterioso pelos seus organizadores.
Filme: Magical Mystery Tour (53min)
Data: 29 abril 2010 (quinta)
Exibição: 21h
Local: Leeds Pub
Rua Os 18 do Forte, 314, Lourdes, Caxias do Sul, RSI
nformações:
cinecomolegusta@gmail.com

ENTRADA FRANCA

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ATUALIZADO

Sobre a exibição: Foi muito legal o comparecimento do pessoal, ao todo 22 pessoas, dispostas a ver o filme e saber mais sobre a mitologia dos Beatles. Ocupamos a sala da entrada do Leeds, a sala do fumo, e naquele ambiente deu para conferir a obra contraditória dos Beatles. O filme produzido e dirigido pelos Beatles foi feito especialmente para ser lançado pela BBC no natal de 1967 não agradou em nada o público que esperava algo mais "britanico". O filme foi tão criticado que uma segunda exibição foi cancelada, sendo que dias depois Paul McCartney pediu desculpas públicas pela produção.

14 abril 2010

Daqui pra frente.... em Caxias e no cine como le gusta

Ontem foi o dia. O Dia "D" para o audiovisual caxiense e toda a sua cultura. Com discussão acirrada sobre a verba de R$100 mil (cem mil Reais) na Câmara para o filme "Caxias Tradição & Inovação de um Povo", no qual acabou levando o "prêmio".

Em votação de 10 contra 6 votos, deu vitória a aprovação do repasse para o Produtor do filme, Cícero Aragon. Mas a grande discussão não é a competência e a qualidade do filme. Isso nem se questiona, pois duas produtoras realizaram a captação, e com mais de 15 anos de mercado e ótimos resultados já revelam a qualidade a ser vislumbrada na exibição do filme. O que deixa os artistas locais incomodados é a forma de como foi feito. Sem licitação. Sem concorrencia... isso abriu um precedente único e agora sim, queremos ver a Prefeitura escapar. Pois ao total no município temos 17 projetos aprovados pela Lei Rouanet, e seus proponentes solicitarão ajuda financeira para executa-los.

De noite a coisa foi bem mais agradável com a presença de Ana Maria Bahiana com seu curso focando como ver um filme. Uma pequena explicação que nos fez ter uma outra visão dos filmes. Simples e cativante foi o contato com ela. Esperamos que outras boas iniciativas vejam para Caxias.

O Cineclube cine como le gusta estava presente nos dois eventos, acompanhando e movimento. Começamos a divulgar novamente o blog e e-mail, preparando para as atividades que virão. Já agora em abril, dia 29, teremos uma exbição no LEEDS PUB estamos selecionando o filme, e ao que tudo indica ter que fazer menção ao local: Pub, Inglês, música.... por que não um filme dos Beatles?

Aguarde!!!

Ah! Estamos preparando um novo blog... este vai ser provisório!!!!

04 abril 2010

Curso gratuito: Como ver um filme

COMO VER UM FILME
Introdução à apreciação cinematográfica.
Curso com Ana Maria Bahiana

Além de poucas capitais brasileiras, Caxias do Sul será contemplada com uma presença ilustre muito em breve, reconhecida por 10 entre 10 apreciadores de cinema, música e cultura em geral: Ana Maria Bahiana. A jornalista, que vive desde 1987 em Los Angeles, desembarca em Caxias nos dias 12 e 13 de abril para promover seu curso “Como ver um filme” na Sala de Cinema Ulysses Geremia, no Centro de Cultura Ordovás.

Os interessados deverão se inscrever através do telefone (54) 3901-1067, do Centro de Cultura Ordovás, levando em consideração que as vagas são limitadas. A participação é gratuita.

O curso “Como ver um filme”, de Ana Maria Bahiana, é uma realização da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, Secretaria Municipal de Cultura e Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás, com o apoio da Florense e do jornal O Caxiense.

Curso “Como ver um filme”, com Ana Maria Bahiana
Data: dias 12 e 13 de abril (segunda e terça-feira)
Horário: a partir das 19h
Local: Sala de Cinema Ulysses Geremia, no Centro de Cultura Ordovás
Inscrições gratuitas (vagas limitadas) através do telefone (54) 3901-1067, com Jonas.


“COMO VER UM FILME”
Sobre o curso de Ana Maria Bahiana

Pode-se assistir um filme, acompanhar sua história, levar sustos, chorar e rir e ainda assim não te-lo, de fato, visto. A diferença entre “olhar” e “ver”, tão fundamental na artes plásticas, é igualmente definidora no cinema: os mais de cem anos de história da Sétima Arte transformaram o que já foi “fotografia em movimento”, “teatro portátil” e “rádio filmado” em um sofisticado e complexo tecido de informações visuais, auditivas e aurais – captadas sem serem necessariamente percebidas – que vai muito além do simplesmente “sentar e ver”.

Este curso quer, de forma simples, prática, descontraída e divertida, levar a aluna ou aluno para o avesso, a costura deste tecido, dar a ela ou ele os elementos necessários para ver um filme do mesmo modo como diretores, roteiristas, atores e produtores o veem.

Cada encontro será ilustrado por sequências de filmes que demonstrem os principais pontos da palestra. Serão dois encontros compostos por dois módulos cada.

1. Entre arte e comércio: Como nascem os filmes
Como uma ideia chega diante das câmeras; o processo de identificação de argumentos, desenvolvimento, envolvimento do diretor, escolha do elenco, montagem da equipe. A diferença dos processos num grande estúdio e num independente. Como os filmes são financiados e como esses processos afetam o resultado final.

2. No princípio era o verbo... (roteiro + direção)
Como se estrutura um roteiro. O arco da narrativa. O trabalho do diretor. Fatores que determinam o resultado final na página e na tela. A evolução da idéia de pitch a argumento a roteiro a storyboard.

3. Império dos sentidos (fotografia + direção de arte)
O que fazem o diretor de fotografia e o diretor de arte. Como a atmosfera define um filme. Criando personagens e sensações com objetos, cores e figurino.

4. A costura do sonho (som + música + montagem)
O papel da finalização para a forma final do filme. A lâmina de Einsenstein: como o olho humano cria a história. Como o som modifica a experiência do olhar. Usos do som e da música como elementos narrativos.


Sobre Ana Maria Bahiana

Ana Maria Bahiana é jornalista e escritora, com uma carreira que cobre três décadas de reportagem e comentário de cultura no Brasil e no exterior, em imprensa, rádio, televisão e internet. Moradora de Los Angeles desde 1987 e integrante da Hollywood Foreign Press Association (que dá os Globos de Ouro) desde 1989, atualmente cobre cinema e entretenimento para a UOL, mantendo o blog Hollywoodianas, sucesso do portal.

Ana Maria escreveu para, entre outros, Jornal do Brasil, O Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Opinião e Rolling Stone, no Brasil; New York Times Syndicate, Escape e Beat, nos Estados Unidos; Le Film Français na França; Follow Me, HQ e Cinema Papers na Austrália. De 1992 a 1995 Ana Maria foi a chefe do escritório de Los Angeles da revista inglesa Screen International, e, de 1996 a 2002, representante, produtora, e correspondente da rede Telecine e da Rede Globo em Los Angeles.

Como autora, em 2006 ela lançou Almanaque dos Anos 70 (Ediouro, 2006) - um, dos maiores best sellers do ano – e a nova edição de Nada Será Como Antes (priginal da Civilização Brasileira, 1979; Senac Rio, 2006). Seus demais títulos são Jimi Hendrix: Domador de Raios (Brasiliense, 1980; Pazulin, 2006); América de A a Z (Objetiva, 1993); A Luz da Lente (Editora Globo, 1998); Anos 70 (antologia de ensaios, Funarte, 1979; Aeroplano/Senac Rio 2005); e a tradução brasileira de Dispatches, de Michael Herr (Objetiva, 2005). Ela é autora do argumento e co-roteirista e co-produtora do filme 1972, lançado em novembro de 2006 pela Buena Vista.

Tendo finalizado a edição brasileira de Easy Riders, Raging Bulls, de Peter Biskind (sobre Hollywood nos anos 70) para a Editora Intrinseca, atualmente escreve Como Ver um Filme para a Nova Fronteira e O Cinema Explicado aos Meus Filhos, para a Agir. Sua entrevista com Francis Ford Coppola sobre O Poderoso Chefão III foi incluida em The Godfather Family Album, obra da Ed. Taschen, lançada em dezembro de 2008. Ana Maria colabora com o site de viagens americano indagare.com, dá palestras e cursos sobre cinema e música em todo o país e oferece consultoria para projetos de cinema e TV.

31 março 2010

Cadê o público???

É lamentável que uma cidade que tenha mais de 400 mil habitantes ainda necessite discutir e "correr" atrás do seu público audiovisual. Este debate já passou em vários momentos dentro das reuniões do cineclube cine como le gusta e em outros locais da cultura caxiense.

A solução está num planejamento que somente daqui a uns 8 a 10 anos teremos uma conscientização, e ai sim um público cativo. Até lá, estamos em busca de soluções e algumas pessoas estão correndo atrás pra não deixar o pouco que temos cair em esquecimento. É muito fácil destruir as coisas, ou perde-las, do que construir.

Em matéria do jornal O Caxiense realizada pela jornalista Cíntia Hecher abordou muito bem a estrutura e a luta para manter a Sala de cinema no Ordovás aberta. Leia um pedaço dela:

"Um livro de visitas aguarda assinaturas na companhia de revistas ultrapassadas em uma mesa no saguão do Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, que foi tomado pelo frio da noite de terça-feira. As 100 poltronas de estofado vermelho da Sala de Cinema Ulysses Geremia também aguardam visita para acomodar os cinéfilos que assistirão aos filmes em cartaz no 6º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional. Antes das luzes se apagarem para o começo da sessão das 20h, que exibe o filme alemão Os Dispensáveis (2009), 13 telespectadores se acomodam nas cadeiras.
Para Gilmar Marcílio, coordenador da sala de cinema desde abril de 2009, este pequeno número de espectadores não é negativo. “Trabalhamos com a expectativa de 20 a 30 pessoas por sessão. Somos realistas”, diz Marcílio. Isso porque o objetivo não é lucratividade ou lotações esgotadas, mas divulgar filmes que estejam fora do circuito comercial.... "

Leia na integra: http://ocaxiense.com.br/2010/03/a-procura-de-publico/

Aproveito para gritar: CADÊ O PÚBLICO DOS FILMES ALTERNATIVOS????

Ps.: Que de alternativos não tem nada pois são considerados bem comuns, ao contrário dos blockbusters americanizados com seus clichês cansativos.

17 março 2010

"A Culpa é do Fidel" no SESC

O SESC Caxias apresenta um novo ciclo de filmes, e nesta quinta tem o ótimo "A Culpa é do Fidel" com apresentação aberta e gratuita as 20h. Imperdível.

Gênero: Drama/Histórico
Diretor: Julie Gavras
Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento: 2006
País de Origem: Itália / França
Idioma do Áudio: Francês

Sinopse:
Anna tem nove anos. Sua vida é tranqüila e confortável, boa parte vivida em Paris. Freqüenta uma escola católica e mora com seus pais, Marie e Fernando, sua babá e seu irmão caçula, François. Ela às vezes vai até Bordeaux, onde os avós maternos têm um vinhedo. Mas sua existência bem organizada irá se complicar com seu tio comunista, que é preso, uma viagem ao Chile e encontros com pessoas estranhas.

Eventos cuja importância Anna não pode mesurar, mas que transformarão profundamente a vida de seus pais. Engajamento político, altruísmo, a luta contra o imperialismo, feminismo, eleições: palavras-chaves que de agora em diante pontuarão as vidas de Marie e Fernando. Para Anna, a recém-descoberta paixão de seus pais expressa-se em outras palavras e fatos: mudança, desorganização, troca de babás, um apartamento menor e novos rostos. Assim como seus pais, Anna também muda, mas de forma diferente. Anna cresce e aceita esse novo mundo, o tempo todo olhando para o que a cerca de um jeito bem pessoal.

Trailer em espanhol:


SESC CAXIAS DO SUL
Rua Moreira César, 2462
F.: (54) 3221.5233

10 março 2010

Festival de Verão do RS de Cinema Internacional no Ordovás

Realizado desde 2005, o Festival de Verão do RS de Cinema Internacional é uma mostra cinematográfica anual que exibe filmes inéditos, oferecendo ao público de Porto Alegre e de diversas cidades do interior do Estado do Rio Grande do Sul um recorte do momento
cinematográfico mundial.

Além de exibir filmes inéditos, o evento conta anualmente com a presença de diretores, produtores e profissionais da área cinematográfica de diversos países, que contribuem para o desenvolvimento de um diálogo entre o público e os que produzem cinema. Atividades gratuitas, como aulas magnas, workshops, debates e palestras, são realizados durante o Festival, estimulando a reflexão sobre a produção contemporânea e fortalecendo o envolvimento e a interação com a plateia. (Somente em POA :( )

Sexta, dia 12
Filme: Berlim Brasil
2009, 70min, documentário, Brasil
Direção de Martina Dreyer e Renata Heinz
Sinopse: o filme mostra a mistura de origens da pequena Berlim Brasileira, de negros falando alemão e do silêncio no passado.

Sábado, dia 13
Filme: Canção de Baal
2007, 77min, drama, Brasil
Direção de Helena Ignez, com Carlos Carega, Beth Goulart e Felipe Kannenberg
Sinopse: optando por uma vida de outsider, Baal preenche seus dias com casos amorosos com belas mulheres e com um homem.

Domingo, dia 14
Filme: Ping Pong
2006, 86min, drama, Alemanha
Direção de Matthias Luthardt, com Sebastian Urzendowsky e Marion Mitterhammer
Sinopse: um garoto de 16 anos, cujo pai cometeu suicídio, aparece sem avisar na casa de seu tio, causando muitos conflitos familiares.

Terça, dia 16
Filme: Os Dispensáveis
2009, 100min, drama, Alemanha
Direção de Andreas Arnstedt, com Andrè Hennicke e Steffi Kühnert
Sinopse: uma criança de 11 anos começa a desenvolver traços de personalidade que odiava em seu pai, que se suicidou recentemente.

Quarta, dia 17
Filme: Netto e o Domador de Cavalos
2008, 95min, drama, Brasil
Direção de Tabajara Ruas, com Werner Schunemann e Tarcísio Filho
Sinopse: o filme reconta a lenda do Negrinho do Pastoreio

Quinta, dia 18
Filme: Um Amigo Meu
2006, 81min, drama, Alemanha
Direção de Sebastian Schipper, com Daniel Brühl e Jürgen Vogel
Sinopse: um jovem que leva a vida de forma indiferente se vê diante de um homem temperamento oposto

Programe-se:
O que: filmes do Festival de Verão do RS de Cinema Internacional
Quando: de 12 a 18 de março, com exceção do dia 15, sempre às 20h
Onde: Sala de Cinema Ulysses Geremia
Quanto: entrada franca

Fonte: www.festivalveraors.com.br
www.cinemaemcaxias.blogspot.com

Festival do Minuto na UCS

De hoje até domingo, a UCS sedia o Festival do Minuto, com a exibição de vídeos amadores e profissionais de até um minuto.

O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991. É, hoje, o maior festival de vídeo da América Latina, tendo inspirado festivais semelhantes em mais de 40 países. Na Holanda, existe desde 1993, vinculado ao Sandberg Institute, importante escola de arte localizada em Amsterdam. Estes países inspiraram a criação de Festivais do Minuto em mais de 40 nações, cada um com dinâmica e formato próprios. A partir do final de 2007, o Festival do Minuto brasileiro tornou-se permanente e online: passou a receber e exibir vídeos diretamente pela internet. Mensalmente, novos temas são lançados e os melhores vídeos recebem prêmios em dinheiro.

Horários do Festival 2010:
A exibição, com entrada franca, ocorre no UCS Cinema.
De segunda a sexta, das 11h30min às 12h10min.
Sábado e domingo, das 15h às 15h40min.

Fonte: www.festivaldominuto.com.br
www.ucs.br